sábado, 25 de janeiro de 2014

Shoppings abertos

Sobre a questão dos shoppings, tive a oportunidade de participar da Feira e congresso do Varejo em New York agora de 12 a 15 de janeiro.  Esse assunto foi muito comentado e defendido pelos empresários americanos. Fazem 5 anos que não se constroem mais Shoppings fechados nos Estados Unidos.  Teve um grande empresário imobiliário americano que fez uma palestra Sr. Caruso  e apresentou os motivos e exemplos de sucesso de shoppings de Rua.  Segundo ele esses ambientes permitem que o cliente viva experiências muito próximas a que ele sonha ou já tem em sua casa. Outro conceito é de que a loja ou o shopping deve permitir que se aumente a “hospitalidade” com ambientes que permitem ao cliente usufruir dos espaços e viver uma experiência. 

Veja abaixo um resumo sobre isso:
Sem medo da transformação
O palco principal foi inaugurado logo pela manhã com a perspectiva do CEO da Caruso Affiliated, uma das maiores construtoras de shoppings, hotéis e residentials dos EUA. Ele é o criador de dois grandes centros comerciais de sucesso estrondoso na costa oeste. São shoppings com proposta absolutamente diferente dos do que se conhece hoje, tanto aqui como no Brasil. Os empreendimentos, em vez de apostar em construções fechadas, recriam o ambiente da rua, proporcionando encontros, entretenimento e bem estar, antes de focar nas vendas. Na visão de Caruso, para enxergar o futuro do varejo, é preciso olhar para o passado, para os espaços comerciais  que sobrevivem por séculos, passa por mudanças sociais e até por guerras, mas conseguem se mantiver vivos e dinâmicos. “Aposto que nem Souk de Marrakesh nem a Champs-Élysées em Paris se sentem ameaçados pela amazon.com”, diz. Ele defende que a razão do sucesso do comércio nesses lugares está na própria natureza humana: somos seres sociais, feitos para conviver e compartilhar momentos. Nos ambientes que atendem essas necessidades, nos sentimos bem. E se nos sentimos bem ao lado de bons produtos e bom serviço, compramos mais. O faturamento das lojas instaladas nos shoppings da companhia comprova a teoria – boa parte delas são as líderes em vendas de suas marcas.
Esse novo papel das lojas físicas, que ainda assusta alguns varejistas, foi abordado em diversas outras palestras. A visão é unânime entre os líderes do setor: o foco das lojas físicas não tem mais de ser a simples troca de produto por dinheiro. Há outros meios que tornaram a transação mais fácil… Elas precisam se reinventar e aproveitar o que têm de melhor, que é a capacidade de acolher, promover interação real entre cliente e produto, oferecer atendimento pessoal, criar atmosferas diferentes… Já não é mais eficiente pensar em rotatividade, mas sim em permanência, em fidelização e em proporcionar experiências agradáveis que superem as expectativas do consumidor.
Na loja física é possível sugerir combinações inusitadas de produtos, apresentar novidades ao consumidor e fazê-lo experimentar -  desde que o varejista esteja de olho no comportamento do consumidor e aberto a estratégias criativas. Novas ideias podem impulsionar as vendas!
Isso é o que afirmam Arun Arora, da Staples, John Jones e Duke Marr, da R/GA. Na palestra sobre Merchandising Assimétrico, os especialistas explicaram que é possível aproveitar o comportamento das pessoas para incentivar o consumo. Eles tomam o exemplo de um supermercado: colocar cervejas em volta de uma gôndola de queijos não é o formato tradicional de divisão dos produtos, mas pode contar uma história e sugerir uma experiência a partir da compra.
Dias antes da palestra, vimos em nossas visitas técnicas que Whole Foods, Eataly e Stew Leonard’s são mestres nesse tipo de ação – e não por acaso, ocupam posições de liderança nos seus segmentos.#


 Contribuição de Valter da Luz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que se aprende e se compartilha.